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A homofobia deve ser criminalizada como o racismo?


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No

10 Parada Gay de Alfenas leva milhares s ruas

Por Assessoria do MGA

01/10/2015

 

O medo da censura e do preconceito nas ruas, comum aos casais de homossexuais, foi substituído ontem pela liberdade e por muita animação. Quem passou ontem pelas ruas do Centro da cidade não deixou de ver o asfalto tomado por gays e simpatizantes, que dançavam ao som de muita música “techno” e sucessos da “disco music” tocadas por um trio elétrico. Os balões e as bandeiras com as cores do arco-íris – símbolo internacional do movimento gay – deram o colorido à festa, onde muitos também aproveitaram para vestir suas fantasias.


A já muito famosa Parada Gay de Alfenas – ou Parada do Orgulho LGBTTTS do Sul de Minas – levou milhares de pessoas à Praça Getúlio Vargas e ruas do centro da cidade no domingo, dia 13. Pessoas de todas as raças, gêneros, profissões, religiões e convicções foram assistir.

 

Muitos, naturalmente, foram apenas matar a curiosidade, ver drag queens, travestis e gogo boys. Mas também muitos foram mostrar que não têm preconceitos, não são homofóbicos e que respeitam a diversidade sexual.


O Movimento Gay de Alfenas, que organiza não apenas a Parada – que na verdade é apenas o momento de maior visibilidade – mas toda uma grade de atividades, que vão de debates, mostra de teatro, campanhas educativas de saúde a animadas festas, fez uma estimativa de público em 5 mil pessoas, através de uma Nota Oficial lançada nessa manhã pelo Movimento, “mas isto não tem a menor importância para nós. Não medimos o sucesso da Parada assim. Se forem apenas 5 pessoas e estas pessoas entenderem nossa mensagem, consideramos que tivemos sucesso”, afirma o idealizador do evento, Sander Simaglio, que há 11 anos iniciou esta tradição de Alfenas.


Sobre as críticas que sempre acompanham a realização da Parada Gay, Sander Simaglio explica que não espera 100% de aprovação. “Nós respeitamos a diversidade de opiniões e achamos super normal. O que importa é que aqui em Alfenas estamos discutindo sexualidade, coisa que não acontece em diversas outras cidades da região. E também sabemos, pelo que as pessoas nos falam, nos escrevem e pela receptividade dos moradores das ruas onde passa a Parada, que 99% nos apóia.

 

Também há relatos de alguns excessos cometidos por participantes da Parada. Simaglio afirma que “não há como impedir excessos com bebidas e de comportamento. O que podemos controlar são as pessoas que ficam no trio elétrico, mas na rua não.” Por isso, informa, pediu que a Polícia Militar ficasse bem mais próxima da Parada que nos anos anteriores. “Não queremos privilégios por sermos homossexuais e estarmos numa Parada Gay. Se houver excessos, seja de quem for, queremos que sejam coibidos”, completa.


Segundo o presidente do MGA, os homossexuais são os únicos com coragem de sair às ruas para pedir respeito e se expor às pessoas que são favoráveis ou contrárias a eles.


Sander Simaglio lembra a grande participação de heterossexuais na Parada Gay. “Havia mães com filhos pequenos, avós, casais hetero, muita gente nos apoiando. Gente muito humilde e gente rica, pessoas em cadeiras de rodas. Enfim, havia de tudo e é isto que nos importa.” Para ele, também não é verdade que o número de homossexuais aumentou na cidade depois que teve início a Parada Gay. “O que aumentou foi a coragem das pessoas de assumirem mais cedo sua sexualidade. O que aumentou foi a naturalidade disso”, diz.


Inédito


Na Parada de domingo, alunos da UNIFAL, membros do Coletivo “Juntos”, aproveitaram o momento de grande público e fizeram sua manifestação contra o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, com uma faixa dizendo “Fora Cunha” junto de bandeiras do PSOL.

Momento de reivindicações

No Brasil , todos os dias , 20 milhões de brasileiras e brasileiros assumidamente lésbicas, gays, bissexuais, travestis ou transexuais -LGBT têm violados os seus direitos humanos, civis , econômicos, sociais e políticos. “Religiosos” fundamentalistas, utilizam-se dos Meios de Comunicação públicos, das Câmaras Municipais, Assembléias Legislativas, Câmara Federal e Senado para pregar o ódio aos cidadãos e cidadãs LGBT e impedir que o artigo 5º da Constituição federal ( “todos são iguais perante a lei”) seja estendido aos milhões de LGBT do Brasil. Sem nenhum respeito ao Estado Laico, os fundamentalistas religiosos utilizam-se de recursos e espaços públicos (escolas, unidades de saúde, secretarias de governo, praças e avenidas públicas, auditórios do legislativo, executivo e judiciário) para humilhar, atacar, e pregar todo seu ódio contra cidadãos e cidadãs LGBT.

 

O resultado desse ataque dos Fundamentalistas religiosos tem sido:

– O assassinato de um LGBT a cada dois dias no Brasil (dados do Grupo Gay da Bahia – GGB que teve seu fundador, o antropólogo Luiz Mott presente em Alfenas no final de semana da Parada) por conta de sua orientação sexual (Bi ou Homossexual) ou identidade de gênero (Travestis ou Transexuais)

– O Congresso Nacional não aprova nenhuma lei que garanta a igualdade de direitos entre cidadãos(ãs) Heterossexuais e Homossexuais no Brasil.

– O Executivo Federal não implementa na sua totalidade o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT

– Centenas de adolescentes e jovens LGBT são expulsos diariamente de suas casas

– Milhares de LGBT são demitidos ou perseguidos no trabalho por discriminação sexual Travestis, Transexuais, Gays e Lésbicas abandonam as escolas por falta de uma política de respeito à diversidade sexual nas escolas brasileiras

– Os orçamentos da união, estados e municípios, nada ou pouco contemplam recursos para ações e políticas públicas LGBT.

– O Ministério da Saúde, Secretarias Estaduais e Municipais precisam pactuar e colocar em prática a Política Integral da Saúde LGBT.

– As Secretarias de Justiça, Segurança Pública e Direitos Humanos não possuem uma política permanente de respeito ao público vulnerável LGBT, agredindo nossa comunidade, não apurando os crimes de homicídios e latrocínios contra LGBT e nem prendendo seguranças particulares que espancam e expulsam LGBT de festas, shoppings, e comércio em geral.


A 10ª Parada Gay de Alfenas exigiu das autoridades Públicas Brasileiras :


– Garantia do Estado Laico (Estado em que não há nenhuma religião oficial, as manifestações religiosas são respeitadas, mas não devem interferir nas decisões governamentais)

– Combate ao Fundamentalismo Religioso.

– Executivo Federal: Cumprimento do Plano Nacional LGBT na sua totalidade, especialmente nas ações de Educação, Saúde, Segurança e Direitos Humanos, além de orçamentos e metas definidas para as ações.

– Legislativo Nacional: Aprovação imediata do PLC 122/2006 (Combate a toda discriminação, incluindo a homofobia).

Leia Nota Oficial do MGA:

NOTA OFICIAL DO MGA SOBRE O NÚMERO DE PARTICIPANTES DA 10ª PARADA DO ORGULHO LGBT DE ALFENAS:


 

No último domingo, 13 de setembro, a Praça Getúlio Vargas foi palco novamente da monumental e colorida Parada do Orgulho LGBT, já em sua 10ª edição.

Para nós, do Movimento Gay de Alfenas – MGA, o mais importante é a visibilidade massiva, a mobilização social. É o tema e o conteúdo das reivindicações da Parada LGBT o que de fato importa. Impressionante como parte da cobertura midiática, quase sempre, se perde em um grande número de superficialidades, que ofuscam e desviam a atenção pública da verdadeira razão de ser da Parada.

Se o número de participantes tem alguma importância, é no sentido de destacar o tamanho da multidão e o fenômeno espetacular que é a Parada LGBT de Alfenas, considerada uma das maiores de Minas, levando em conta o número de habitantes da cidade (72 mil).
As “guerras de números”, além de desviar do foco da Parada, acabam servindo de biombo para setores atrasados, conservadores e fundamentalistas fazerem ataques gratuitos contra as pessoas e o movimento LGBT.

Não queremos competir com ninguém. A Parada LGBT não é concurso de multidões. Não importa quantas pessoas participam da Parada LGBT: se um, dois ou 10 mil – bem como de qualquer outra marcha, passeata ou coisa que o valha, independente de seu propósito ou motivação.


Recorremos ao nosso grande idealista Gandhi: “uma civilização é julgada pelo tratamento que dispensa às minorias”. O que importa é o objetivo e a pauta da nossa manifestação. Nosso objetivo é muito nítido: queremos direitos iguais, nem menos, nem mais. Queremos o fim da violência e da discriminação contra a população LGBT e queremos políticas públicas de combate à homofobia em todas as áreas, inclusive na educação.

Queremos ser respeitados(as) como cidadãos e cidadãs deste país. Queremos cidadania plena para todos e todas. Por isso saímos às ruas para manifestar, da nossa forma própria, com alegria e festa, porque atualmente – apesar das garantias constitucionais – a população LGBT não vem sendo tratada com igualdade neste país e nem conta com a proteção jurídica já existente para as demais assim chamadas “minorias sociais”.

Parabéns a todos os líderes políticos presentes na Parada LGBT de Alfenas pelo exemplo de respeito que deram. Uma pena a gente não registrar a presença de nenhum ocupante do Legislativo Municipal, nossos “legítimos” representantes. Parabéns a todos e todas que querem um Brasil republicano, laico, que respeite a dignidade humana, independente da orientação sexual, identidade de gênero, das características ou peculiaridades de cada pessoa.

Reconhecendo os direitos dos LGBTs, ninguém perde qualquer direito, mas nós ganhamos muito. Nossos governantes precisam reconhece os princípios da igualdade, da liberdade, da laicidade, da dignidade humana, e que a liberdade de expressão não seja utilizada como um salvo-conduto para agredir ou incitar o ódio.

Somos um movimento de paz e em defesa da pluralidade. Somos contra o preconceito, a discriminação e a violência.

Viva a diversidade humana, viva a cidadania plena de todos e todas.

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